psicologia analítica

O que é psicologia analítica?

A psicologia analítica possibilita o entendimento profundo do indivíduo, analisando questões do seu estado consciente e também despertando significados do inconsciente. Proposta por Carl G. Jung, trata-se de uma vertente da psicologia e analisa os fatos psíquicos sob a ótica das figuras arquetípicas, da individualização, do inconsciente pessoal e coletivo, dos símbolos e complexos, entre outros. Ainda, essa abordagem considera o indivíduo em sua vida comunitária, dentro de um contexto coletivo e não individualizado. Mantém sua base na psicanálise, porém, com algumas diferenças conceituais, como a abordagem sob o inconsciente. Neste post, entenderemos um pouco mais sobre o tema. Confira!

O inconsciente pessoal e o coletivo

Na psicanálise de Freud, o inconsciente retém memórias e vontades, decorrentes das experiências individuais, que resistem por vir à consciência. Essas memórias se manifestam mascaradamente, por meio de sonhos, para realizar algum desejo ou processar uma desordem que esteja incomodando a consciência. Já na visão de Jung, o inconsciente não é formado somente pela perspectiva do indivíduo, mas também por aspectos coletivos. Para a psicologia analítica, o inconsciente carrega conteúdos comuns e imagens de situações do ambiente em que se vive. Esses símbolos são representados explicitamente por sonhos, não de forma disfarçada, e sim no modo do inconsciente se manifestar. Dessa forma, a intenção é compreender o que ocorre no inconsciente da pessoa, promovendo sua conscientização. Essa análise é feita pelo autoconhecimento e pelo estudo das habilidades, visando o desenvolvimento das competências do indivíduo.

As bases da psicologia analítica

Um dos principais objetivos da linha analítica é proporcionar uma reflexão profunda, buscando a solução do conflito que pode interferir na integridade da pessoa, ou seja, são analisadas situações reais, como a influência dos pais em sua personalidade ou a relação do paciente com a família e o ambiente em que vive. Nas sessões, o terapeuta pode ainda utilizar recursos adicionais, como desenhos, pinturas e outras atividades que proporcionam o diálogo com o inconsciente. Além disso, o profissional tem a função de conduzir o processo e acompanhar a evolução do indivíduo, sem manipular ou definir comportamentos. Caso necessário, o profissional promove intervenções para a retomada do foco, com a intenção de evitar distrações e o acionamento dos mecanismos de defesa.

A intenção do processo analítico

Os trabalhos de autoconhecimento e resolução de aspectos interiores, podem ser considerados processos, pois eles não se acabam em uma ação pontual e estão sempre em estado de evolução. Nesse sentido, o processo analítico tem o intuito de revelar os fatores pessoais e coletivos à consciência, proporcionando ao indivíduo clareza sobre quais forças e fraquezas estão presentes em sua vida. Chamamos essa etapa de individuação, que fornece ao indivíduo as condições para viver plenamente com o sentido de autorrealização.

O papel do analista

O papel do analista é essencial e deve ser feito com muito cuidado e atenção, pois visa auxiliar e contribuir para o processo de individuação. A psicologia analítica deve, junto ao indivíduo, construir um ambiente propício para que as transformações aconteçam e facilite a compreensão das experiências de vida da pessoa. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Lajeado!
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