Depressão

Depressão: como diagnosticar?

Embora haja quem pense que a depressão não é um problema real e grave, ela corresponde a um distúrbio mental sério, que pode impactar negativamente os pensamentos, comportamentos e sentimentos do indivíduo.Não é à toa que a depressão é considerada o mal do século.

Estimativas apontam que, até 2020, a depressão vai se consolidar como a doença mais incapacitante do mundo, a ponto de se tornar a principal causa de afastamento do trabalho. Ou seja, sua gravidade é incontestável.

Atualmente, a depressão atinge cerca de 5% da população mundial, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje são mais de 320 milhões de pessoas deprimidas no mundo . No Brasil, há 11,5 milhões de indivíduos sofrendo com essa condição, que não escolhe sexo, idade ou classe social.

É importante ressaltar que a depressão tem tratamento, mas para tratá-la da forma correta e alcançar bons resultados com a abordagem terapêutica, é necessário diagnosticá-la. 

Veja, em nosso artigo, como é feito o diagnóstico dessa enfermidade mental.

Investigação dos sintomas da depressão:

A depressão dá sinais e não estamos falando de um único episódio de tristeza e lamentação após um momento difícil, como uma demissão, um divórcio ou a perda de um ente querido. Essas situações podem desencadear ou agravar a depressão,que é um quadro que perdura por vários meses ou até mesmo anos.

Os principais sintomas de depressão são:

  • Apatia;
  • Descontentamento;
  • Melancolia;
  • Desesperança;
  • Alterações no humor;
  • Perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas;
  • Isolamento social;
  • Sofrimento emocional;
  • Choro excessivo;
  • Irritabilidade;
  • Mudanças no apetite e no padrão de sono;
  • Fadiga;
  • Desânimo;
  • Falta de concentração;
  • Sentimento de culpa e inutilidade;
  • Comportamento suicida e pensamentos sobre a morte.

As manifestações podem aparecer isoladas ou em conjunto, lembrando que esses sintomas podem ser comuns em outros distúrbios psíquicos. Por isso, eles devem ser relatados pelo paciente ao psiquiatra e investigados pelo profissional, a fim de descartar ou confirmar a depressão como causa. Para ser considerado como depressão, além dos outros sinais, o quadro deve incluir obrigatoriamente a tristeza profunda e incapacidade de sentir prazer durante, no mínimo, duas semanas. 

Na consulta inicial, além de ouvir sobre o que o paciente está sentindo e quando tais manifestações físicas e psíquicas começaram, o médico psiquiatra investigará acerca do início, da intensidade e da frequência dos sintomas;buscará descobrir como o paciente se sente, se ele já sentiu algo parecido antes, como foi o tratamento anterior e se alguém da família tem ou já teve o mesmo problema. Como a depressão pode se desenvolver de formas diferentes, a depender de cada pessoa, é necessário aprofundar a investigação, sempre associando o conhecimento à sensibilidade.

Em alguns casos, por exemplo, o indivíduo fica apático e desanimado. Em outros casos,o paciente pode se tornar agitado e irritado. Vale acrescentar que alguns questionários específicos podem ser úteis para confirmar se o paciente realmente tem um quadro depressivo.


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psiquiatra em Lajeado!

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